Denise Figueiredo, psicóloga do Instituto do Casal concorda.

"Se antes a maior preocupação feminina estava relacionada à sua imagem perante a sociedade e ao que poderia ser dito a respeito da sua conduta, hoje os receios têm a ver com a integridade física, opina.

Para não deixar o medo atrapalhar a experiência, a profissional aconselha deixar sempre alguém de confiança ciente de onde e com quem está. "Algumas mulheres criam estratégias a fim de se sentirem mais seguras, tais como evitar a residência do parceiro na primeira vez à sós com ele ou deixarem uma amiga de sobreaviso para o caso de precisarem de ajuda", exemplifica.

A profissional aconselha a tomar as medidas que considerar necessárias para se sentir mais segura, pois isso ajuda a relaxar.

Critérios de envolvimento

A fila de candidatos pode até existir, mas quem está lá nem sempre é interessante o suficiente: esta é a reclamação campeã entre as mulheres. Denise relembra, no entanto, que dependendo do tempo de envolvimento fica difícil conhecer as reais características do outro.

"Não é preciso renunciar às preferências, mas o indicado é ajustar os critérios para aquilo que se espera daquela relação. Se o foco é aproveitar apenas o momento, sem preocupações com o futuro, o parâmetro de escolha não é o mesmo do que se estiver procurando algo mais sério, por exemplo", argumenta.

Por isso, quanto mais aberta a pessoa estiver a conhecer novas pessoas e viver novas experiências, mais fácil a vida sexual vai se tornando. O importante, segundo a profissional, é ser fiel às próprias vontades.

Padrões de beleza

Muitas mulheres não sentem que se encaixam nos padrões estabelecidos pela sociedade e, por isso, são prejudicadas na conquista. "Vivemos em uma época visual, em que a estética é muito cobrada", diz Denise. Mas de acordo com a profissional, os critérios de imagem por si só não sustentam as relações, mesmo as casuais. "Jeito, comportamento, humor e qualidade da conversa também são elementos de sedução", diz. Mas se a pessoa em questão não for capaz de reconhecer sua beleza, talvez ela não mereça mesmo uma chance. Atitude deixa os homens intimidados

Burocracia, enrolação e até gente que some

Há quem reclame que ser direta ao ponto intimida os homens. "Aos poucos isso vem mudando, mas ainda vivemos resquícios de uma lógica machista na qual as mulheres deveriam ficar em um lugar de espera, ser 'difíceis', enquanto caberia aos homens a conquista, a iniciativa. Isso faz parte da nossa construção cultural. É por causa deste tipo de pensamento que algumas pessoas ainda classificam as mulheres como para namorar, para casar... Mas ele está ficando cada dia mais ultrapassado", garante.

Pesquisa de marcas de brinquedos eróticos avaliou o desempenho dos países da Copa entre quatro paredes

Pela disputa em campo, Brasil, Holanda e Bélgica sofreram, e muito, para se classificar para as quartas de final da Copa do Mundo. Enquanto Grécia, Inglaterra e Espanha foram para casa mais cedo. Mas, fora dos gramados, como anda cada time? A marca de brinquedos sexuais de luxo Lelo ouviu mais de 35 mil pessoas entre 21 e 55 anos e descobriu detalhes interessantes sobre o que acontece entre as quatro paredes dos países que mandaram suas seleções para o Mundial.

<p>Brasileiros têm, em média, mais de 20 parceiros sexuais e se dizem "especialistas" na cama</p>
Brasileiros têm, em média, mais de 20 parceiros sexuais e se dizem especialistas" na cama
Foto: Getty Images

Quantos parceiros?
Segundo a pesquisa, 24% dos brasileiros disseram ter mais de 20 parceiros sexuais até a data de pesquisa. Atrás somente da Suíça (26%) e da Grécia (25%). O Japão ficou na lanterna com apenas 1% tendo tido mais de 20 parceiros e 44% tendo entre 1 e 3. Globalmente, 55% das pessoas tiveram entre 1 e 8 parceiros na cama.

Quem é melhor de cama?
A pesquisa quis saber como as pessoas se autoavaliam na cama. Os gregos (15%), italianos (14%) e brasileiros (14%) deixaram a modéstia de lado e disseram ser "especialistas" no assunto. Já portugueses (65%) e holandeses (52%) apostaram estarem no nível "avançado". Na média de todas as seleções, 3% são "iniciantes", 7% "noviços", 37% "moderados", 42% "avançados" e 11% "especialistas". 

Quanto tempo dura o jogo?
Os brasileiros mostram mais disposição quando o assunto são as preliminares, já que para 34% das pessoas entrevistadas este período dura mais de 46 minutos e para 43% delas dura entre 20 e 45 minutos. A Colômbia é a mais apressada, pois só 9% das pessoas garantem mais de 46 minutos de diversão. No Japão, mais de 50% não ficam mais que 20 minutos e na Austrália, 10% terminam o jogo em menos de 10 minutos. Na média geral, 9% gastam menos de 9 minutos, 26% entre 10 e 19 miutos, 455 entre 20 e 45 minutos e 20% mais de 46 minutos.

Valem brinquedos sexuais?
Inglaterra, Holanda, Austrália e Estados Unidos lideram os fãs de brinquedos eróticos na cama, já que mais de 90% deles disseram ter ao menos um artigo em casa. E, vão além, 4% de ingleses e holandeses dizem ter mais de 16 brinquedos na coleção. Os que menos gostam dessa companhia na cama são os chilenos: 53% deles não têm nenhum.

No Brasil, 25% das pessoas entrevistadas não têm nenhum, 39% tem até 2, 25% até 5, 8% até 9, 2% até 15 e 1% mais de 16 brinquedos eróticos. Entre todos os países, 13% não tem, 34% têm até 2, 38% até 5, 13% até 9, 55 até 15 e 3% mais de 16.

Quem finge mais?
E, se o jogo não tá bom, o jeito é ganhar no grito, certo? Pois, no quesito fingir orgasmo, a Colômbia lidera com 70% das pessoas tendo tido que já fizeram, seguido pelo Chile com 64% e Brasil com 56%. Os que menos fingem são portugueses (24%) e gregos (24%). Na média, os outros países ficaram equilibrados entre metade que já fingiram e outra metade que não fingiram.

Quem trai mais?
Os franceses lideram no fundamento traição, com 75% das pessoas entrevistadas tendo admitido que já pularam a cerca. A Colômbia vem em seguida com 51% e o Brasil vem logo na sequência com 46% e Chile com 45%. Os mais comportados são os belgas (22%), australianos (23%), alemães (24%) e portugueses (24%). Na média global, 29% das pessoas dizerem ter traído o parceiro, enquanto 71% garantiram serem fiéis.

Está satisfeito com a vida sexual?
Segundo a pesquisa, 27% das pessoas estão "satisfeitas" com a vida sexual, 35% estão "mais do que satisfeitas" e 17% estão "100% feliz", enquanfo 7% estão "completamente insatisfeitas" e 14% "insatisfeitas".

Entre eles, Inglaterra, Grécia  e Japão são os mais felizes, enquanto 29% dos chilenos não estão nada satisfeitos. Entre os brasileiros, 17% não estão tão felizes, 27% satisfeitos, 38% mais que satisfeitos e 18% radiantes.

Estátua de Eros em Piccadilly Circus, em Londres

A Grécia é o pais em que as pessoas mais fazem sexo, segundo uma recente pesquisa. Lá, cada pessoa adulto faz sexo 164 vezes por ano. Em média! Ou seja, se aquele camarada do apartamento vizinho já não transa mais, para dar a média é sinal que o seu vizinho transa 328 por ano! É quase todo dia!

Quem fez a pesquisa é quem entende bem de sexo: a Durex. E eles entrevistaram 30 mil pessoas com mais de 16 anos em 26 países.

Isto pode ter ligação com a herança cultural grega onde seus antepassados eram um dos povos mais tolerantes quanto ao relacionamento sexual.

Casal de mãos dadas na cama, em referência a sexo

O vício em sexo divide a opinião de especialistas, mas para algumas pessoas é uma condição bastante real que pode ser vergonhosa e até "destruidora de vidas". A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) deve incluir, em maio de 2019, o "transtorno do comportamento sexual compulsivo" em sua lista da Classificação Internacional de Doenças.

Enquanto isso, no Reino Unido, a instituição beneficente de apoio a relacionamentos Relate tenta viabilizar suporte às vítimas por meio do sistema público de saúde, o NHS.

Atualmente existem terapias e trabalhos em grupo disponíveis nessa área, mas a maior parte é paga.

"Para alcoólatras, há o Alcoólicos Anônimos, mas eles também podem ir ao NHS, que dá apoio a quem tem problemas com álcool ou drogas", diz Peter Saddington, da Relate.

"Os viciados percebem que estão causando danos, mas não conseguem parar e reconhecem que precisam de ajuda para mudar isso."

"Seria apropriado que viciados em sexo também pudessem ir ao seu médico de família para obter apoio, porque isso tem um efeito devastador sobre eles, sobre seus relacionamentos, sobre suas famílias, sobre sua situação financeira e saúde mental".

A seguir, duas pessoas que sofrem do vício relatam como o transtorno afetou suas vidas:

Rebecca BarkerDireito de imagemREBECCA BARKER
Image captionRebecca Barker, de 37 anos, diz que dependência em sexo arruinou seu relacionamento e a levou a se isolar

'Passei a evitar a convivência com outras pessoas, me isolei'

"Até fazer sexo cinco vezes ao dia não era suficiente", diz Rebecca Barker, mãe de três filhos, que viu a compulsão tomar conta de sua vida em 2014. E arruinar seu relacionamento.

Por causa do vício, ela ficava constantemente pedindo para fazer sexo com o parceiro.

"Era literalmente a primeira coisa em que eu pensava quando acordava. Eu simplesmente não conseguia tirar isso da cabeça", diz a mulher de 37 anos, originalmente de Tadcaster, em North Yorkshire, na Inglaterra.

"Eu sentia que tudo remetia a isso. Acho que tinha a ver com minha depressão e com a falta de serotonina. Eu sentia como se meu corpo inteiro estivesse desejando isso".

"Me dava uma satisfação instantânea e cinco minutos depois eu queria (sexo) de novo."

"Passei a evitar a convivência com outras pessoas, me isolei. Ficava em casa porque me sentia envergonhada por só conseguir pensar naquilo. Mesmo que ninguém pudesse ler minha mente, ainda me sentia muito desconfortável por estar perto de outras pessoas."

A dependência de Barker trouxe sérios problemas a seu relacionamento. Embora seu parceiro tenha gostado da situação no início, ela acabou se tornando insuportável.

"Ele estava bem com isso no início, mas no final não conseguia entender de jeito nenhum. Depois de alguns meses, começou a levantar questões sobre as causas, sobre de onde isso vinha.

"Ele me acusou de ter um caso - pensava que eu deveria estar me sentindo culpada e que queria fazer sexo com ele para compensar."

Rebecca Barker
Image captionRebecca: "Mudei muito meu estilo de vida para superar a depressão e o vício, e acho que tem funcionado"

 

Em novembro de 2014, Barker "precisou de um tempo" no relacionamento e foi ficar com a mãe.

"Quando saí, disse ao meu parceiro que precisava melhorar. Ele me deixou ir e nosso relacionamento acabou muito rapidamente depois disso.

"Eu estava sob os cuidados de um psiquiatra na época - ela dizia com frequência que mudaria minha medicação, mas nunca disse que havia algum grupo de apoio (para pessoas com esse tipo de problema) ou algo assim."

Barker foi diagnosticada com depressão em 2012 após o nascimento de seu terceiro filho. Ela disse que depois de a doença ter se intensificado em 2014, mudou de emprego, se separou do parceiro e se mudou para a França.

"Mudei muito meu estilo de vida para superar a depressão e o vício, e acho que tem funcionado", disse ela.